segunda-feira, 14 de novembro de 2016

    Paróquia Nossa Senhora Mãe da Divina Graça

    VII ROMARIA DA JUVENTUDE DA DIOCESE DE PARNAÍBA













    Jovens, Vinde a Cristo sem medo de viver sua Misericórdia!

    Com este tema deu-se por realizada a VI Romaria Diocesana da Juventude. Evento que reuniu na Cidade de Piripiri, terra de Nossa Senhora dos Remédios, mais de 2.000 (Duas mil) pessoas, em sua maioria jovem vindos em cerca de 20 Caravanas de grande parte das Paróquias da Diocese de Parnaíba, que com muita alegria, empolgação e bastante fé se reuniram para juntos agradecer e bem dizer a Deus.
    Um sonho gestado a 15 anos atrás, que na data do dia 12 de novembro de 2016 renovou esta grande aliança de amor dos Jovens Romeiros para com Deus.
    A VI Romaria começou ainda nas paroquias com toda a organização, formações, motivações feitas pela equipe diocesana da Pastoral da Juventude.
    O dia da Romaria foi de muita euforia pelos que participaram. Deu-se início, de fato às 14h com a acolhida das Caravanas na matriz da Paroquia dos Remédios. Os jovens foram conduzidos para rodas de conversas nas comunidades da paróquia, oficinas temáticas que tiveram como assessores os Padres Ronaldo Sousa, atualmente referencial da Juventude, Pe. Jeremias, Ir. Leticia, Ir. Marly, Carlos Andrade, Coordenador Nacional da Pastoral da Juventude pelo Regional NE IV, Comunidades Shalom e Face de Cristo entre outros que ofertaram seu tempo em prol da evangelização.
    A Romaria contou com a participação das mais variadas expressões juvenis da Diocese, entre eles estavam Jovens da Comunidade Shalom, Comunidade Face de Cristo, Renovação Carismática Católica, JUFRA, EJC, Movimento Luz Vida e Pastoral da Juventude, formando um lindo Setor Juventude.
    Dando sequência, os jovens foram conduzidos para o complexo turístico de Nossa Senhora dos Remédios de onde reunidos, saíram em caminhada animada pela banda Shekinah, para a Igreja Matriz, onde se celebrou a Santa Missa presidida por nosso Bispo Diocesano Dom Juarez e concelebrada pelos padres Pe. Ronaldo Sousa, Pe. Jeremias, Pe. Marcelino (Coordenador de Pastoral), Pe. Frei Fernandes (Pároco) dentre outros diáconos e ministros.
    A grande e festiva Romaria encerrou-se com apresentações de grupos de dança da juventude local e das bandas Shekinah de Parnaíba, Grupo Nova Vida, ganhador do Hino desta Romaria, escolhido em festival, em Agosto na cidade de Parnaíba e a Banda Semente de Restauração da cidade de Picos. Todas com belíssimas performances de evangelização através da música.
    Assim fica a saudade e a certeza que estamos sedentos por mais eventos como este e que venha a VII Romaria Diocesana da Juventude! Onde será desta vez?


    Eduardo Diniz – Coordenador Diocesano da Pastoral da Juventude e Leigo representante do Setor Diocesano da Juventude. 

    quinta-feira, 10 de novembro de 2016

    Paróquia Nossa Senhora Mãe da Divina Graça

    Missa de Encerramento do Ano Santo da Misericórdia

    A Missa de Encerramento do Ano Santo da Misericórdia, que aconteceu no dia 05 de novembro, às 19h, na Catedral de Parnaíba, marcou o final do 2º dia da XIX Assembleia Diocesana de Pastoral, onde os participantes puderam ter um encontro pessoal com Cristo depois de um dia intenso de trabalho e discussões em grupos em torno do planejamento pastoral e do encaminhamento da apresentação de um calendário de atividades, relacionadas ao ano de 2017, para o dia seguinte.
    Ao final da celebração aconteceu dois belos momentos de testemunhos: no primeiro, um depoimento de fé e superação por parte de uma pessoa retirada do mundo das drogas através da Comunidade Terapêutica Monte Tabor, em Piripiri-PI, que junto aos seus companheiros de luta, puderam demonstrar o quanto é grande a misericórdia de Deus para com os seus filhos; no segundo momento, foi a vez de Maria de Lourdes de Assunção (Lourdinha) falar sobre sua experiência de vida à frente do Curso de Corte e Costura do Projeto Social da Diocese, destacando o quanto uma oportunidade pode mudar a vida de uma pessoa. Logo após a bênção do bispo, a assembleia pôde conferir um pouco dos trabalhos desenvolvidos pelo Projeto Social, Pastoral da Criança e Monte Tabor, em tendas montadas à frente da Catedral. Havia ainda locais reservados à disposição de quem quisesse se confessar e uma mesa onde foi servido um café para os presentes.





    Fonte: Diocese de Parnaíba

    Paróquia Nossa Senhora Mãe da Divina Graça

    XIX Assembleia Diocesana de Pastoral




    Nos dias 04 à 06 de novembro de 2016 aconteceu no Centro de Treinamento Sagrada Família aconteceu a  XIX Assembleia Diocesana de Pastoral  com o tema: “Por uma Igreja em Saída, Serva e Misericordiosa”, e lema: “O que vimos e ouvimos vos anunciamos” (1 Jo 1, 3).
    O assessor da assembleia, Pe. João Paulo, é sacerdote da diocese de Campo Maior, estudou Filosofia e Teologia no Seminário Maior Sagrado Coração de Jesus – Teresina-PI, Mestre de Catequese (Roma), formador atual do Seminário de Filosofia Dom Edilbert Dinkelborg, professor de Planejamento Pastoral Específica no ICESPI – Instituto Católico de Estudos Superiores do Piauí.


    sexta-feira, 28 de outubro de 2016

    Paróquia Nossa Senhora Mãe da Divina Graça

    Nota da CNBB sobre a PEC 241


    “A CNBB continuará acompanhando esse processo, colocando-se à disposição para a busca de uma solução que garanta o direito de todos e não onere os mais pobres”, diz o texto
    0000cnbb_logoA Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quinta-feira, dia 27 de outubro, durante entrevista coletiva à imprensa, a Nota da CNBB sobre a Proposta de Emenda Constitucional 241 (PEC 241), que estabelece um teto para os gastos públicos para os próximos vinte anos. O texto foi aprovado pelo Conselho Permanente da entidade, reunido, em Brasília, entre os dias 25 e 27 deste mês.
    Leia o texto na íntegra:



    Brasília-DF, 27 de outubro de 2016
    P – Nº. 0698/16
    NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 241
    “Não fazer os pobres participar dos próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida.”
    (São João Crisóstomo, século IV)
    O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 25 a 27 de outubro de 2016, manifesta sua posição a respeito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, de autoria do Poder Executivo que, após ter sido aprovada na Câmara Federal, segue para tramitação no Senado Federal.
    Apresentada como fórmula para alcançar o equilíbrio dos gastos públicos, a PEC 241 limita, a partir de 2017, as despesas primárias do Estado – educação, saúde, infraestrutura, segurança, funcionalismo e outros – criando um teto para essas mesmas despesas, a ser aplicado nos próximos vinte anos. Significa, na prática, que nenhum aumento real de investimento nas áreas primárias poderá ser feito durante duas décadas. No entanto, ela não menciona nenhum teto para despesas financeiras, como, por exemplo, o pagamento dos juros da dívida pública. Por que esse tratamento diferenciado?
    A PEC 241 é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública.
    A PEC 241 supervaloriza o mercado em detrimento do Estado. “O dinheiro deve servir e não governar! ” (Evangelii Gaudium, 58). Diante do risco de uma idolatria do mercado, a Doutrina Social da Igreja ressalta o limite e a incapacidade do mesmo em satisfazer as necessidades humanas que, por sua natureza, não são e não podem ser simples mercadorias (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 349).
    A PEC 241 afronta a Constituição Cidadã de 1988. Ao tratar dos artigos 198 e 212, que garantem um limite mínimo de investimento nas áreas de saúde e educação, ela desconsidera a ordem constitucional. A partir de 2018, o montante assegurado para estas áreas terá um novo critério de correção que será a inflação e não mais a receita corrente líquida, como prescreve a Constituição Federal.
    É possível reverter o caminho de aprovação dessa PEC, que precisa ser debatida de forma ampla e democrática. A mobilização popular e a sociedade civil organizada são fundamentais para superação da crise econômica e política. Pesa, neste momento, sobre o Senado Federal, a responsabilidade de dialogar amplamente com a sociedade a respeito das consequências da PEC 241.
    A CNBB continuará acompanhando esse processo, colocando-se à disposição para a busca de uma solução que garanta o direito de todos e não onere os mais pobres.
    Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, continue intercedendo pelo povo brasileiro. Deus nos abençoe!
    Dom Sergio da Rocha
    Arcebispo de Brasília
    Presidente da CNBB
    Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
    Arcebispo de São Salvador da Bahia
    Vice-Presidente da CNBB
    Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
    Bispo Auxiliar de Brasília
    Secretário-Geral da CNBB
    Fonte: Site Jovens Conectados

    terça-feira, 13 de setembro de 2016

    Paróquia Nossa Senhora Mãe da Divina Graça

    TUDO É GRAÇA - SAUDAÇÃO DE DOM JUAREZ SOUSA DA SILVA

                                                                                        Amados irmãos e irmãs,

    Saúdo a todos(as) com as palavras do apóstolo Paulo: “Graça, Misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo nosso Senhor vos sejam concedidas abundantemente”.
    Neste tempo desde aquele 05 de março, quando aqui cheguei como Bispo Coadjutor, fui agraciado pela possibilidade de conhecer e dar-me a conhecer através de visitas e acolhidas, de tal forma que hoje sinto-me a vontade para falar como alguém que se sente em casa. Agradeço imensamente a todos, a começar pelo irmão Dom Alfredo e por todos na diocese que me proporcionaram fazer parte desta família diocesana de Parnaíba.
    Com a aceitação de sua Santidade, o Papa Francisco ao pedido de renúncia de Dom Alfredo, comunicada no dia 24 deste mês, a sucessão se deu automaticamente, conforme já era previsto na Bula Pontifícia. Hoje, mais do que eu tomar posse da Diocese, é a Diocese de Parnaíba que está tomando posse do seu bispo. Quero dizer com o apóstolo Paulo: “Pela graça de Deus eu sou quem sou” (1 Cor 15,10). Tudo é graça.
    Saúdo agradecido a todos que aqui vieram de perto e de longe, aos irmãos bispos Dom Jacinto, nosso metropolita de Teresina, Dom Marcos Tavoni, bispo de Bom Jesus, Pe. Raimundo Duarte, Administrador diocesano de Campo Maior, minha diocese de origem.
    Faço memória agradecida dos bispos que por aqui passaram: Dom Filipe Benício Conduru Pacheco, Dom Paulo Hipólito de Sousa Libório, ambos, na casa do Pai; Dom Edvaldo Gonçalves do Amaral, hoje emérito de Maceió, Dom Joaquim Rufino do Rêgo, hoje na casa do Pai, o nosso “bispo do coração” como afetuosamente é tratado, inclusive por Dom Alfredo.
    A Dom Alfredo Schafller, valente missionário, à frente da diocese nos últimos dezesseis anos, a gratidão imorredoura, minha e de todos os seus diocesanos. Meu irmão, agradeço-lhe imensamente pela acolhida fraterna e simpática, desde quando saiu a minha nomeação como Bispo Coadjutor de Parnaíba. Que bom que o senhor decidiu permanecer aqui conosco, não só morando mas, com aquela disposição de colaborar, como bispo emérito, no tribunal eclesiástico, no cuidado pastoral, em Cajueiro da Praia, e certamente de muitas outras formas. O senhor tem muito que me ensinar e eu tenho muito que aprender com o senhor. Continuo contando com o senhor. Não me eixe sozinho.
    Saúdo cordialmente aos padres e frades da diocese de Parnaíba, “indispensáveis colaboradores da ordem episcopal”, aos padres de outras dioceses, diáconos com suas esposas, religiosas e religiosos, seminaristas, irmãos leigos e leigas, protagonistas da evangelização nas diversas instâncias eclesiais e da sociedade. Saúdo aos meus familiares aqui representados, na pessoa de minha mãe, Dona Maria José e meus irmãos e sobrinhos. Ao meu pai peço a sua benção lá do céu.
    Quero agradecer pela presença e saudar de modo especial as autoridades civis dos poderes executivo, legislativo e judiciário, e militares, e o faço na pessoa do Prefeito da cidade de Parnaíba, Dr. Florentino Veras Neto com a sua dista esposa, que me acolheram desde os primeira hora, com presteza e deferência. Saúdo às demais autoridades de Parnaíba e dos municípios que compõem a Diocese.
    É graça que a nossa apresentação como 6º Bispo de Parnaíba se dê na solenidade de Nossa Senhora, Mãe da Divina Graça; no calendário litúrgico universal, festa da Natividade de Nossa Senhora.
    A Palavra divina que ilumina esta solenidade, nos fala primeiramente que por meio de Maria, Mãe de Deus, cheia de Graça, recebemos Cristo que é nossa Paz. Ele é Deus que chega ao nosso mundo na natureza humana. “Na Plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher”. É a Graça maior, o fato de Deus tornar-se homem para que os homens se tornem filhos de Deus.
    No trecho do evangelho proclamado, são Mateus nos apresenta a genealogia e o nascimento, no tempo, do Filho eterno do Pai. A realidade humana de Jesus, o Filho de Deus, passa através da longa história dos que o precederam. De cada um desses nomes se diz duas vezes “gerar”: uma vez como “filho”, a outra como “pai”: por exemplo, “Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacó”. Esse esquema se repete até chegar em José. Aí, inesperadamente, ele se interrompe e diz: “Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo” (1,16). Ao invés de dizer que José gerou Jesus, o esquema abre-se à surpresa que aconteceu por pura prodigalidade da graça divina, por meio de Maria, a Mãe da Divina Graça. Tudo é graça.
    Celebramos o nascimento de Maria, cheia de Graça. Seu nascimento é um fato da história de Cristo, que por ação do Espírito Santo dela nasceu. Nasceu na história, aquele que da história é o Senhor. Assim o fez para realizar plano divino de amor e de salvação.
    Tudo é graça. É graça que o senhor nos tenha recebido em sua história, você, eu a Igreja. Tantos que nos precederam como disse anteriormente. Tantos operários e operárias corajosos da vinha do Senhor.
    Ao visitar as diversas paróquias de nossa diocese, do sertão ao litoral, da serra aos cocais, constantemente ouvi, uma palavra que muito me animou, “pode contar conosco”. É com todos que eu conto. Somos desafiados a acolher e anunciar a salvação de Deus, em um tempo novo, em época de transformações rápidas e profundas, em tempos de mudança de épocas, que não obstante os avanços e conquistas no mundo das ciências e da técnica, que proporcionam conforto e bem estar, também e de outro lado, afetam os valores mais profundos, como a fé, a família, a paz, a solidariedade, as relações.
    O Báculo que recebi, não sirva para afugentar ninguém, mas para nos sustentar, para cuidar de todos, proteger contra as forças adversas à vida e ao reino de Deus.
    A Cátedra, não seja para acomodar-me na auterefencialidade, minha nem da Igreja, mas para sinalizar a unidade de todos, e com todos os seguimentos de uma só família diocesana, como deve ser a imagem de uma Igreja particular.
    Conclamo, pois a todas as forças vivas da Igreja e da sociedade: juventude, famílias, pastorais, movimentos, novas comunidades, Comunidades Eclesiais de Base, conselhos. Escutemos a voz da Palavra, através de nosso querido papa Francisco: não deixemos que nos roubem a força missionária (EG 109). Os “desafios existem para serem superados”. Partindo sempre de Cristo e na força do Espirito Santo, sejamos uma Igreja “em saída”, discípula, misericordiosa e acolhedora de todos, preferencialmente dos mais necessitados. Desejo dialogar e caminha respeitosamente com as outras igrejas e denominações religiosas. Somos todos filhos de Deus. O que nos une é maior do que o nos diferencia. Vamos todos conviver, em atitude de respeito e interdependência. Vamos construir juntos, a “civilização do amor”.
    Concluindo estas minhas palavras, gostaria de dizer mais uma vez, que quero ser sempre um verdadeiro cristão entre os cristãos, um amigo entre os amigos, um irmão entre os irmãos. A fraternidade é um componente essencial da vida cristã; a amizade dá o verdadeiro tom da convivência humana. Se eu não for irmão em Cristo não posso ser um bom pastor, conforme o perfil do Bom Pastor que Jesus traçou no capítulo décimo do Evangelho de São João.

    Ajudem-me, pois, a ser o amigo, o pastor dos seus sonhos. Espero, com a graça de Deus e a oração de vocês, não decepcioná-los. “A verdadeira esperança não decepciona”.

    Mais uma vez agradeço a todos os que se fazem presentes e aos que se empenharam na preparação e realização desta festa de nossa padroeira.

    Nossa Senhora Mãe da Divina Graça cuide de nossos corações. Caminhe sempre conosco e nos mostre o caminho de Cristo e do Reino. “Para que todos tenham vida” (Jo 10,10). Que o Senhor nos abençoe!

    + Juarez Sousa da Silva – Bispo de Parnaíba – 08.09.2016
    - Fonte: http://www.diocesedeparnaiba.org.br

    sexta-feira, 2 de setembro de 2016

    Paróquia Nossa Senhora Mãe da Divina Graça

    ENCERRAMENTO DA FESTA DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA E ACOLHIDA DE DOM JUAREZ COMO BISPO DIOCESANO DE PARNAÍBA


    quarta-feira, 31 de agosto de 2016

    Paróquia Nossa Senhora Mãe da Divina Graça

    PALAVRA DO PÁROCO

    O Bicho

     “Vi ontem um bicho. Na imundície do pátio. Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, não examinava nem cheirava: engolia com voracidade. O bicho não era um cão, não era um gato, não era um rato, o bicho, meu Deus, era um homem.” (Manuel Bandeira)
                                                                                                        
    16.02.2016

    Quem visita as periferias da humanidade, os becos, as favelas, certamente já se deparou com realidade semelhante a do poema de Manuel Bandeira: no corpo esquelético das crianças ou em suas barrigas cheias de vermes, nas filas e nos corredores dos hospitais onde a dor e o desespero se manifestam nos rostos dos doentes, nas vítimas das drogas, do preconceito, da fome - de pão e de atenção -, e da indiferença que é uma das 15 doenças elencadas profeticamente pelo Papa à Cúria Romana em 2014 e, talvez, sejam doenças de toda sociedade.

    Este bicho-homem, ou homem-bicho, faz-me lembrar do louco do Evangelho que vagava correndo, gritando pelos cemitérios, pelas ruas, pela vida (Mc 5,1-20); vida devolvida a ele por Jesus que, com misericórdia, volta sempre o seu coração preferencialmente às situações de miséria do mundo e das pessoas: para a pobre e sincera oferta das viúvas, para as ovelhas tresmalhadas, para as moedas extraviadas, para os filhos perdidos, para os samaritanos caídos nas beiras das estradas deste mundo, para os cegos bartimeus, os paralíticos de Betesdas, as filhas dos Jairos, os filhos das viúvas de Naim e desta América Latina, e do Brasil, e do Piauí, e das nossas cidades, e das nossas famílias, e de nós mesmos.

    - Oh homem! Quem te transformou em ‘‘bicho’’? Quem te jogou nos porões da vida? ‘‘O lucro e a ambição do capital, o poder do latifúndio’’, nos lembra um dos hinos da Quaresma na Liturgia das Horas, a religião instrumentalizada para favorecer os poderosos como verificou o Profeta Amós à seu tempo e de cujo livro é retirado o lema da Campanha da Fraternidade  deste ano, o jejum feito enquanto se cometem injustiças como denunciou o Profeta Isaias, ou até os sacrifícios hipócritas e as vezes hediondos, que ao invés de agradar a Deus lhes são detestáveis: ‘‘Quero misericórdia e não sacrifícios’’, é o imperativo de Jesus no capítulo 9 do Evangelho de Mateus, o cobrador de impostos.

    Quantas religiões, seitas, movimentos que são hoje Templos de Betel, que servem às estruturas caducas e que pregam uma obsoleta cristandade, de excessiva moralidade e que, assim, fortalecem as instituições que promovem as injustiças e as opressões, quando, não raras vezes, se tornam, elas próprias, fontes de injustiças e seus líderes lobos vorazes ao invés de serem pastores que apascentam o rebanho com conhecimento e prudência, conforme Jr 3,15? Rios secam quando deixamos de praticar a justiça e o direito (Cf. Am, 5,24).

    - Oh Deus, onde estão os teus profetas? Onde estão os Pedros, os Antônios, os Hélders, as Margaridas, as Dorothys, os Josimos? Os homens profetas e os profetas homens? Os homens espiritualizados, humanizados que como Francisco, o Santo de Assis, e Francisco, o Santo Padre, nos chamam, a todos, a sermos Misericordiosos como o Pai e entusiasmados (cheios de Deus/Theos) a construirmos o Reino e sua justiça, pois a outras coisas nos virão como acréscimo(Mt 6,33), como que “por atração” nos lembra Francisco: “A Igreja cresce por atração e não por proselitismo.” “Procurar, amar e atrair” (S. Bernardo de Claraval).

    Neste Ano Santo da Misericórdia, Senhor, volta nosso olhar aos que estão como fome, com sede, nus, estrangeiros, presos, doentes, solitários, pra estes homens “feitos” (hechos) bichos. Que sejamos uma Igreja de portas abertas a estas realidades. Que hoje voltemos nossos corações, almas, energia e trabalhos àqueles que, à época, seguiram Jesus: um bando de publicanos, pobres, pecadores, prostitutas, marginalizados, doentes, pessoas que eram desprezadas pelas classes dominantes de Israel; que os excluídos de hoje provoquem em nós uma verdadeira Metanóia (conversão) quando os encontramos, numa vivência real da misericórdia e do pastoreio, em semelhança à ação de Deus que veio e vem até nós para nos encontrar em nossas fragilidades e limitações.


    Senhor, que diante do Alzheimer espiritual, nas palavras de D. Leonardo Steiner, um “progressivo declínio das faculdades espirituais”, não esqueçamos que estais presente no injustiçado, no faminto, no explorado; que não nos esqueçamos que nossas ações de solidariedade a eles – esmola, caridade, atenção, respeito, presença, manifestam e revelam o vosso próprio rosto misericordioso (Misericordae Vultus): “Onde o amor e a caridade, Deus ai está.” Que esta verdade não caia no ostracismo de nossas vidas; que nossa gratuidade aos pobres seja como a bela imagem da fonte citada por D. Leonardo no retiro do clero, que nem mesmo sabe que se dá, mas...sempre se dá”. Por fim, não permitamos que nos roubem a gratuidade e a misericórdia.

    domingo, 28 de agosto de 2016

    Paróquia Nossa Senhora Mãe da Divina Graça

    FESTA DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA 2016

    Ao convocar o Ano Santo da Misericórdia o papa Francisco faz uma interpretação da misericórdia Divina profundamente ligada às obras de misericórdia, tanto corporais quanto espirituais, apresentando-nos o conceito de misericórdia muito próximo ao de justiça e caridade cristãs, e nesta aproximação poderíamos compreender o motivo pelo qual Maria seja aquela em que “tudo foi plasmado pela presença da misericórdia feita carne”, por isso, “Mãe da Misericórdia”. Pede-nos sua Santidade “abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda”.Com esta motivação convidamos você e sua família para participarem do Festejo de Nossa Senhora da Graça com o tema: “Salve Rainha, Mãe de Misericórdia”e o lema “Quero Misericórdia, e não sacrifício.” Vai ser uma festa muito bonita. Contamos com sua presença



    Paróquia Nossa Senhora Mãe da Divina Graça

    PAPA FRANCISCO ACEITA PEDIDO DE RENÚNCIA DE DOM ALFREDO




    Bispo coadjutor, dom Juarez Sousa da Silva, assume o governo pastoral da diocese de Parnaíba
    O papa Francisco acolheu, nesta quarta-feira, 24 de agosto, o pedido de renúncia ao governo pastoral da diocese de Parnaíba (PI) apresentado por dom Alfredo Schaffler, por motivo de idade. Ao mesmo tempo, foi nomeado como novo pastor da Igreja particular o bispo coadjutor, dom Juarez Sousa da Silva. 

    Dom Juarez

    Nascido em Barras (PI), em 30 de junho de 1961, dom Juarez Sousa da Silva foi ordenado presbítero em 1994, na cidade de Barras (PI). Dom Juarez é mestre em História Eclesiástica pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, na Itália. 
    Dom Juarez foi nomeado bispo em 27 de fevereiro de 2008 e ordenado em 17 de maio do mesmo ano, em Oeiras (PI).  
    - See more at: http://www.diocesedeparnaiba.org.br/conteudo.php?acao=view&id=561&m=7#sthash.MbixnK8f.dpuf

    quinta-feira, 25 de agosto de 2016

    Paróquia Nossa Senhora Mãe da Divina Graça

    CONVITE AO FESTEJO DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA 2016

     Ao convocar o Ano Santo da Misericórdia o papa Francisco faz uma interpretação da misericórdia Divina profundamente ligada às obras de misericórdia, tanto corporais quanto espirituais, apresentando-nos o conceito de misericórdia muito próximo ao de justiça e caridade cristãs, e nesta aproximação poderíamos compreender o motivo pelo qual Maria seja aquela em que “tudo foi plasmado pela presença da misericórdia feita carne”, por isso, “Mãe da Misericórdia”. Pede-nos sua Santidade “abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda”.Com esta motivação convidamos você e sua família para participarem do Festejo de Nossa Senhora da Graça com o tema: “Salve Rainha, Mãe de Misericórdia”e o lema “Quero Misericórdia, e não sacrifício.” Vai ser uma festa muito bonita.
     Contamos com sua presença



    sexta-feira, 19 de agosto de 2016

    Paróquia Nossa Senhora Mãe da Divina Graça

    PROCISSÃO DA ROMARIA PAROQUIAL DA MISERICÓRDIA E MISSA ENCERRAM A FESTA DE NOSSA SENHORA MÃE DOS POBRES EM ILHA GRANDE DO PIAUÍ.

    No dia 30 de Julho de 2016, aconteceu a Romaria da Misericórdia em Ilha Grande do Piauí, os fiéis participaram uma procissão saindo na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição percorrendo pelas ruas da cidade até o Santuário Mãe dos Pobres conduzindo a imagem da santa mãe de Jesus Cristo foi realizada onde a comunidade católica pode demonstra através de cânticos e louvores toda a sua devoção a Nossa Senhora Mãe dos Pobres e Senhora do Piauí. A missa foi celebrada pelo Bispo Coadjutor Dom Juarez e concelebrada pelo Padre Carlos (Paróquia Nossa Senhora da Graça-Parnaíba-PI), Padre Jeremias Mathias, Padre Vittório Ferrari e Diácono Antônio de Pádua e logo após a benção final, encerrando a Romaria da Misericórdia e a Festa de Nossa Senhora Mãe dos Pobres e Senhora do Piauí.